domingo, 13 de novembro de 2011

AUTISMO E O DESPORTO

Esta notícia é do ano de 2010. Coloquei-a aqui, hoje, pela importância que sempre dei à actividade física no mundo do autismo. Os autistas devem ser incentivados à prática de exercício físico. Ginástica ou outras actividades desportivas como a natação ou as simples caminhadas. Mas devemos incentivar os desportos de equipa. E com a maior regularidade possível. Deve ser uma preocupação diária a nível das escolas e instituições que frequentam durante o dia ao longo da semana. Não só melhora a sua interactividade como incentiva o trabalho de grupo. E, de importância fulcral, também lhes proporciona uma melhoria na sua saúde, como a qualquer outra pessoa, gastando energias, acalmando-os, e combatendo a sedentarização que muitas vezes leva à obesidade, entre outros problemas de saúde.
majorelvas@sapo.pt
Uma história incrível a partir da prática esportiva

Régis Rösing, repórter do EE, revela como crianças com autismo passam a interagir com o mundo exterior após se envolverem com ginástica olímpica
O autismo é classificado como um transtorno definido por alterações antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações na comunicação, interação social e uso da imaginação.
Crianças com autismo vivem em um mundo só delas, não interagem com o que há em volta. Para elas, o mundo interior é muito maior do que o exterior. Mas o trabalho de um ex-atleta de ginástica olímpica, o professor Rodrigo Brivia, está surpreendendo médicos especialistas no assunto e, principalmente, os pais dessas crianças.
Rodrigo usa todos os aparelhos da ginástica olímpica como parte do tratamento. Simula competição, vibração, faz os movimentos como se estivesse se apresentando com a criança do lado e, de repente, o que ele faz começa a ser imitado. As crianças pulam de alegria, brincam, e algumas começam a dizer as primeiras palavras.
O esporte como instrumento e ferramenta de interação tem sido a chave que está abrindo as portas para crianças autistas.
Tudo que elas precisam é a combinação de atenção e amor. O repórter Régis Rösing foi conhecer de perto essa iniciativa, que acontece em uma academia de ginástica, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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